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6 medidas para superar a crise e retomar o desempenho do seu comércio

O “efeito coronavírus” no comércio foi sentido com intensidade desde que a pandemia chegou ao Brasil, em março deste ano. Com as medidas de distanciamento social para conter o avanço da doença no país, houve queda no consumo e o cenário de incertezas, aliado à alta do desemprego, deixou a população mais cautelosa para comprar.

As primeiras cenas dessa situação já apareceram nos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Na comparação com o trimestre anterior, o indicador, que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país, caiu 1,5% entre janeiro e março na comparação - e deve sofrer redução ainda maior no próximo levantamento.

Nesse cenário, microempreendedores e donos de pequenas e médias empresas são os mais impactados, pois não possuem caixa tão robusto quanto os proprietários de grandes negócios para atravessar um período de crise. Mais do que nunca, então, é preciso se reinventar e pensar em soluções para melhorar o desempenho do comércio. A seguir, listamos algumas medidas que podem ser aplicadas para evitar que as empresas fechem as portas:

1 - Planejamento e ajuste de produção

Com o cenário de baixa demanda, não tem jeito: é preciso ajustar a produção para não ficar com estoque parado. Monte uma estratégia de crise como se fosse um novo plano de negócios, com metas claras e indicadores de acompanhamento. Nesse momento, é preciso fazer economias e otimizações para sobreviver à crise.

2 - Avaliação de contratos com fornecedores

Parte dessas adaptações também envolve relações comerciais com fornecedores. Os contratos que se tornarem desproporcionais entre o contratante e o contratado podem ser revisados, como o de locação de imóveis, por exemplo. Como muitos estabelecimentos estão total ou parcialmente fechados, questionar o pagamento integral do aluguel é uma alternativa para reduzir os custos fixos e equilibrar o caixa.

3 - Medidas para os funcionários

Para evitar demissões e garantir a segurança dos colaboradores em tempos de retomada gradual do comércio, estabelecer o sistema de home office aos que podem trabalhar remotamente, dar férias aos funcionários e usar o banco de horas são medidas permitidas.

Em 22 de março, o governo federal publicou a Medida Provisória 927 com novas regras para a relação entre empresas e trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus. Entre as medidas estão a antecipação de feriados e férias individuais ou coletivas, por exemplo.

Além disso, a MP autoriza o pequeno empresário a comunicar e pagar o funcionário com apenas 48 horas de antecedência e dar férias aos empregados que ainda não tenham completado 12 meses de trabalho, podendo oferecer o benefício de forma proporcional ao tempo de serviço na empresa. Outra MP ainda regulamenta a redução de jornada e de salário ou suspensão do contrato de trabalho com parte da renda dos trabalhadores sendo custeada pelo governo.

4 - Pagamento de tributos

Outra medida que pode ajudar a salvar o caixa da empresa é aproveitar o prazo estendido para o pagamento dos tributos federais relativos ao Simples Nacional. O acerto referente aos meses de março, abril e maio deste ano ficou postergado para outubro, novembro e dezembro, respectivamente. Segundo o Sebrae, a medida deve beneficiar cerca de 5 milhões de empresas optantes pelo Simples Nacional, além de 9,8 milhões de microempreendedores individuais.

O pagamento do FGTS, vencido em abril, maio e junho também será prorrogado, como determina a MP 927/2020. Ou seja: o FGTS poderá não ser pago no mês de vencimento e parcelado em até seis vezes, com vencimentos a partir de julho próximo.

5 - Crédito saudável

Com um bom planejamento financeiro, contratar um crédito de qualidade, com taxas de juros mais baixas, pode ser a solução ideal para o ajuste de contas da empresa. Em março, o governo anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenos e médios negócios a pagarem os salários dos seus funcionários. O empréstimo é oferecido em conjunto entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), responsável por 85% do crédito, e os bancos privados, que ficam com 15% do total.

Mas a iniciativa tem um impasse: enquanto empresários e entidades reclamam que o dinheiro não chega aos empreendedores por conta do excesso de burocracia e exigências dos bancos, estes dizem que o valor está à disposição. Em casos assim, existem alternativas para o empreendedor obter crédito mais barato. As sociedades de crédito são exemplos disso.

Conhecidas como “financeiras”, as sociedades de crédito, financiamento e investimento (SCFI) são instituições privadas que fornecem empréstimo e financiamento para aquisição de bens, serviços e capital de giro. Entenda como funciona e como contratar o crédito.

6 - Soluções da ACSP

Em meio à crise do coronavírus, a Associação Comercial de São Paulo adotou diversas medidas de apoio às micro e pequenas empresas. Nesse período, novos associados têm 40% de desconto na anuidade e, por apenas 180 reais, podem ter acesso aos benefícios exclusivos para a comunidade de empreendedores por 12 meses - um custo médio de 15 reais por mês.

O que achou das dicas? Esperamos que elas possam ser úteis para ajudar a sua empresa a alcançar resultados mais expressivos nesse momento delicado. Fonte: ACSP Porto & Bitetti Advogados⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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