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Está endividado? Saiba como se proteger das práticas abusivas de cobranças. Por Daniele Bitetti



É cada dia maior o número de brasileiros endividados.

Estudos informam que 42% dos consumidores disseram estar pouco endividados e 25% muito endividados.

Com tantos nessa situação, não surpreende que empresas lancem mão de práticas abusivas que dificultam ainda mais a vida de quem está no vermelho.

O mais comum são contratos de financiamentos e prestações abusivos pela falta de informação e clareza nos percentuais aplicados.

Um dica que te dou antes de mais nada é: conheça com rigor sua dívida.

Leia o contrato e descubra todos os detalhes que o compõe, incluindo juros, total a prazo e o que já foi pago.

Caso o credor dificulte seu acesso às informações, especialmente ao contrato, procure um serviço de reclamação do órgão regulador da área, como o Banco Central, no caso de bancos, e a Anatel, no caso de empresas de telefonia. Lembre-se: você tem direito de saber todos os detalhes de sua dívida. E na hora de renegociá-la, tome alguns cuidados para não piorar ainda mais a situação. Esteja informado de seus direitos para reconhecer práticas abusivas.

Listo cinco exemplos que você não deve aceitar:

1. Exigir a compra de um seguro para obter ou renegociar um crédito ou o limite do cheque especial. Essa prática é chamada de venda casada e é abusiva e proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

2. Débito em conta corrente de valor que ultrapassa 30% do seu rendimento mensal ou, no caso do empréstimo consignado, 35%. Se você ganha R$ 1000 líquidos, por exemplo, o valor total do débito não pode ultrapassar R$ 300, no primeiro caso, ou R$ 350, no segundo. Há uma série de ações judiciais favoráveis a consumidores que tiveram retenção de salário depositado em conta superior a esses percentuais.

3. Pressão para a renegociação imediata da dívida por telefone, sem análise prévia da capacidade de pagamento do devedor. Além de não haver segurança na negociação por telefone, é mais difícil renegociar a dívida depois.

4. Oferta de linhas de crédito mesmo quando você está endividado. Muitas vezes, o consumidor já está comprometido com uma instituição financeira e ela continua oferecendo-lhe crédito, o que pode agravar a situação do endividado. Se o que você ganha não comporta mais uma parcela, não se deixe levar.

5. Falta de vontade na hora de informar o custo do produto financeiro que você está adquirindo. Não se conforme em saber o valor da parcela e faça questão de perguntar qual é a taxa de juros e o valor total que irá pagar. Isso é importante para que você se organize na hora de quitar suas dívidas.

Gostou das informações?

Se precisar de mais detalhes, ligue que nós te ajudamos. Porto & Bitetti Advogados Av. Giovanni Gronchi, 1294 – Morumbi, São Paulo/SP Tel: (11) 9 5580.8791